Filho de Johann Urbat e Martha Naujoks Urbat, nasceu Hans Herbert Urbat no dia 14 de setembro de 1924, em Tisilt na Alemanha.
Em
1941, o jovem Urbat, aos 17 anos de idade, foi convocado a servir seu país na
Segunda Guerra como soldado, tornando-se num determinado período, prisioneiro
de guerra na França. Com o término da guerra, matriculou-se num seminário
bíblico. Deus colocou em seu coração um ardente desejo pela obra missionária,
em especial, em solo brasileiro, e, não demorou muito para que fosse
recomendado ao serviço missionário. Até que nos primeiros dias de fevereiro de
1953, deixou a Alemanha em direção ao porto de Cherbourg, na França e embarcou
no navio Alcantara com destino ao Brasil, desembarcando em Salvador-BA no dia
20 de fevereiro. No cais, alguns soteropolitanos o aguardavam e o receberam calorosamente.
Cuidaram de tudo o que precisava, até que partiu para a cidade de Juazeiro, no
interior do Estado da Bahia, onde iniciou seu trabalho missionário.
Todavia, o Senhor estava
direcionando seu coração para o serviço em Mato Grosso e, para tanto,
preparando-lhe uma companheira no serviço com a mesma visão e coração
missionário. Tratava-se de Christel Gesk, filha de Albrecht e Friedericke Gesk,
nascida em 16 de dezembro de 1929 em Schwallen, então Prússia Oriental.
Enfermeira, frequentou a Escola Bíblica Beatenberg. No dia 24 de dezembro de
1954, Christel embarcou no navio “Louis Lumiere” no porto de Hamburgo com
destino ao Brasil. Passou o natal e o ano novo a bordo, desembarcando no porto
de Santos no dia 12 de janeiro de 1955. Dirigiu-se rumo a Cuiabá-MT, onde se casaram
no dia 8 de fevereiro.
O casal iniciou o trabalho
missionário em Vila Bela da Santíssima Trindade no Mato Grosso, com a
implantação de uma pequena igreja após algumas conversões na região. No ano
seguinte, foram para a cidade mato-grossense de Sentinela, na região do rio
Guaporé, já na bacia amazônica. Ali iniciaram um novo trabalho perto da
fronteira com a Bolívia. Formou-se então uma pequena vila no meio da mata.
Abriram uma escola primária, onde por um ano, receberam a ajuda do irmão Calé Crispim.
Em Sentinela, o casal prestou um
excelente serviço. Dona Cristina, como a irmã Christel passou a ser chamada
pelos brasileiros, dedicou-se ao serviço de enfermagem a comunidade aonde
doentes vinham de longe para tratamento e assim o povoado foi crescendo. No
entanto, surgiram grandes provações! Chocado pelo assassinato de índios por
parte dos seringalistas, o irmão Herbert fez uma reportagem sobre o massacre. O
caso chegou as autoridades no Serviço de Proteção aos índios no Rio de Janeiro.
E daí começou a perseguição por parte dos “reis da borracha”, sendo que em duas
ocasiões, mandaram homens para matar o casal, que nessa ocasião já tinham
filhos pequenos. A perseguição se intensificou em 1961, quando deram ordem para
incendiarem a pequena vila resultando na retirada de todos os moradores dali.
Os crentes deixaram aquela área e subiram o rio de canoa e se instalaram em duas
vilas na Bolívia, Paredon e Catamarca.
O casal Urbat se mudou para
Cáceres-MT, onde receberam a companhia e a valiosa cooperação do irmão José de
Souza Teixeira e de sua esposa D. Nair. Ali iniciou-se mais uma igreja. Já no
ano de 1962, o casal Urbat se mudou para uma pequena vila em Pontes e
Lacerda-MT, com grande assistência da comunidade, com mais de 100 alunos matriculados na Escola Dominical, permanecendo ali até 1966, quando retornaram para Cáceres, ocasião
em que o casal Teixeira, por motivo de saúde de D. Nair, se mudou para
Campinas-SP.
A família também morou em Várzea
Grande-MT, de 1968 a 1970. Iniciou-se ali, no bairro Jardim Glória, uma igreja
que se desenvolveu e cresceu espiritualmente. Em 1970 a família se transferiu para Chapada dos Guimarães-MT, onde permaneceu por 26 anos. Numa carta datada
de dezembro de 1973, nosso irmão Herberto escreveu sobre o trabalho:
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