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GEORGE HOWES



George Howes nasceu na Inglaterra em 1873,  dedicou sua vida à evangelização de Portugal e Brasil.
Antes de vir ao Brasil, foi pregador e dirigiu reuniões em Alcântara, Portugal, até que em 1898 desembarcou na cidade do Rio de Janeiro.
No Rio, hospedou-se na residência do irmão Daniel Faria sendo companheiro de quarto do Sr. McNair, que chegara ao Brasil dois anos antes.


Residência de Daniel Faria, ele está à porta.



Sem salário fixo, sustentado por contribuições de igrejas e irmãos da Inglaterra, que eram muitas vezes escassos, cooperou na publicação da terceira edição do hinário “Hinos e Cânticos” e na evangelização de brasileiros juntamente com o Sr. McNair até por volta de 1903 quando passou a residir em Lisboa e iniciou a publicação das “Leituras Cristãs”.
Durante os anos de 1914 a 1919 aproximadamente, trabalhou novamente no Brasil. Voltou para Lisboa alguns meses após o fim da Primeira Guerra Mundial. Desta vez em Lisboa teve por companheiro  o irmão Albert Henry Storrie. Há também relatos de sua presença e pregação na década de vinte em Carangola-MG, Itaperuna-RJ e Teresópolis-RJ, o que indica uma terceira vinda ao Brasil.
Em Portugal dedicou-se às publicações, dentre outras, destaca-se a “Leituras Cristãs”, que iniciou em 1903 e continuou até 1930, formando 25 volumes.
As Leituras Cristãs tornaram-se numa “escola bíblica” que orientou os irmãos no conhecimento das verdades bíblicas que muito ajudou na edificação dos crentes dando-lhes ensino sólido. Foram as Leituras Cristãs uma fonte de instrução bíblica que nos dias atuais não é encontrada.  Além das Leituras Cristãs, publicava folhetos para evangelização e ensino bíblico que circulavam amplamente entre os crentes de modo que recebiam ensino bíblico sadio cooperando desta forma para o crescimento espiritual do povo de Deus.


Leituras Cristãs - Vol.12 - Lisboa, 1914



Embora tendo permanecido por tempo relativamente curto no Brasil, George Howes permaneceu sempre presente por meio das publicações que enviava seguidamente. Foi, talvez, o irmão que mais contribuiu para instrução dos crentes no Brasil e Portugal. Pelo estudo das Leituras Cristãs o crente recebe instrução nas verdades bíblicas como se cursasse uma escola bíblica.
Sr. Howes faleceu em Lisboa em 1945. A esposa viveu ainda vários anos mais. Não deixaram filhos.  

Alguns dados foram cedidos por Silas G. Filgueiras

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A CEIA DO SENHOR
            Foi Cristo mesmo quem instituiu este banquete espiritual; é Cristo mesmo quem o preside; nós somos apenas convidados.
         Neste banquete são postas diante de nós “as riquezas incompreensíveis de Cristo” (Efésios 3.8) e as “abundantes riquezas da graça de Deus” (Efésios 2.7). Os elementos oferecidos, o pão e o vinho, nos manifestam o valor e a perfeição da expiação feita na cruz a favor dos pecadores.
         Participamos da festa não por nosso próprio mérito, mas pelo mérito de Outro, porém, pela Sua graça, Deus conta como legalmente nosso. Aproximamo-nos da santa presença de Deus, certos de sermos aceitos, por estarmos confiados nos méritos de Cristo. Estamos assentados na ceia no fundamento de Outro, não no nosso. Temos este direito pela troca que Deus efetuou entre o justo e o injusto, e esta troca é real e verdadeira perante Deus. É firmado na realidade desta troca que somos aceitos. Deus passou para o justo ( o Substituto) todo o castigo do injusto, e atribui ao indigno e criminoso todo o mérito que tem o Substituto. Esta troca é efetuada por aceitarmos o testemunho divino com relação à propiciação realizada na cruz.
         É ao pé da cruz que tem início todo o nosso relacionamento amigável com Deus. O ladrão que creu tendo reconhecido sua própria culpa e santidade e perfeição de Cristo, e tendo recorrido sem demora Aquele em quem não existia senão o bem, foi imediatamente recebido. Quando o pecador, reconhecendo sua indignação, abandonando toda a sua própria justiça concorda em dever tudo à perfeição de Cristo, é aceito sem hesitação.
         Esta transação simples, mas bendita e que decide a nossa eternidade, é revelada pela cruz e a ceia do Senhor é uma proclamação dela por meio dos símbolos.
         Ao aceitar Aquele cuja obra satisfez a justiça divina fica resolvida a grande questão que havia entre nós e Deus, e, nada no céu, na terra ou no inferno pode anular ou contestar esta resolução de Deus.
         A mesa do Senhor mostra os pensamentos de Deus a respeito do pecado. A remissão dos nossos pecados custou um alto preço e nos é oferecida por tão pouco. O alto preço pago mostra que o pecado é uma maldade inexprimível e infinita. Só Deus pode compreender e avaliar a malignidade do pecado.
         A dádiva do Seu Filho dá a medida do quanto Deus aborrece o pecado. Na Ceia temos a lição de como Deus considera o pecado. Quão grande é a malignidade do pecado para exigir tamanho sacrifício para poder ser perdoado! É uma maldade que não pode ser perdoada senão pelo sangue do Filho de Deus!
         Na Ceia do Senhor aprendemos quanto é grande a graça de Deus, e quanto é grande a maldade do pecado. O pão e o vinho revelam os pensamentos de Deus acerca do pecado. Se Deus não houvesse aborrecido o pecado com ódio infinito não teríamos alcançado para carregar a nossa culpa uma pessoa de tão alto merecimento como Seu Filho unigênito.
         A Ceia do Senhor representa o amor redentor de Deus e também o quanto Deus aborrece o pecado.
George Howes  

 

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