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STUART EDMUND MCNAIR



Stuart Edmund McNair, nasceu em 8 de março de 1867,  em Brighton, Sussex, sul da Inglaterra, foi criado em Croydon. Filho de Lindsay William McNair e de Harriet Agnes Turrell. Os pais se casaram na igreja anglicana de St. Nicholas, Brighton em 23 de junho de 1864. McNair foi batizado quando criança na Igreja Anglicana de Hove, Sussex, no dia 20 de março de 1867.
Seus irmãos são: Lindsay John McNair, nascido em 1866, Mabel McNair, nascida em 1868, George McNair, nascido em 1870, Henry Stein McNair, nascido em 1873, Jane Harriet McNair, nascida em 1874, Charles Carpenter McNair, nascido em 1876, Charlotte Emily Wainwright McNair (Carlota), nascida 1878 e William McNair, nascido em 1880.
Não sabemos informações sobre sua conversão, porém em 1882, ainda com 14 anos, em Croydon, participou de um estudo bíblico ministrado pelo célebre teólogo John Nelson Darby, e ficou impressionado com sua espiritualidade e erudição.
McNair formou-se engenheiro civil, desenhista mecânico e teólogo.
Ainda jovem, McNair fora enviado à serviço para Dublin, Irlanda, com a tarefa de supervisionar um assentamento de uma instalação de bondes elétricos, e lá permaneceu por oito meses. Foi nesta ocasião que McNair conheceu o célebre escritor Charles Henry Mackintosh, cujos escritos eram então conhecidos por toda a parte onde se lê a língua inglesa. Este o convidou para habitualmente tomar chá em sua casa, o que McNair passou a fazer de quinze em quinze dias. McNair conta que certa vez foi visita-lo em sua casa e ao tocar a campainha o próprio Mackintosh atendeu, e dali mesmo da porta, contou a ele a impressão que Deus o chamava para o servir na América do Sul. Mackintosh então colocou as mãos sobre a cabeça do jovem McNair e orou rogando a divina bênção sobre o seu futuro serviço.     
Em 1891, McNair respondeu a um anúncio para desenhista mecânico em Lisboa, e mudou-se para lá. Ficou hospedado por cinco anos na casa de Caterina Holden, viúva de Richard Holden, com Ernest Holden, então com 11 anos de idade.
Sua estadia na casa de Caterina Holden pode muito ter influenciado sua vinda ao Brasil, visto que também recebia notícias dos irmãos que já se reuniam no Rio de Janeiro através de J. F. Barbosa, fruto do trabalho profícuo de Richard Holden.
Foi em maio de 1896, aos 29 anos, desembarcou no Rio de Janeiro. Foi recebido a bordo pelos irmãos Daniel Faria e João Brito.
Ficou hospedado na casa de Daniel Faria, na Ladeira do Barroso, Morro do Livramento, e mais tarde teve por companheiro, nesta mesma casa, o irmão George Howes.

Estes irmãos acompanharam-no na evangelização, começando pela então Capital Federal Rio de Janeiro, Paracambi, Mendes, Paty do Alferes e Petrópolis, onde Daniel Faria e João Quintino fixaram residência, dali levando o Evangelho por toda a estrada de ferro até São José do Vale do Rio Preto, onde foi convertida a família Tavares Belo, que mais tarde levaria o Evangelho à região de Carangola e adjacências.
McNair fez 8 viagens à Argentina, numa delas, contribuiu para a impressão de outra edição do hinário "Canciones Espirituales", aproveitando alguns hinos do "Hinos e Cânticos". Visitou as Ilhas Malvinas e trabalhou também evangelizando em Pernambuco, Belém, Piracicaba e em 1905 volta a Portugal.
Neste período em Portugal, McNair chegou a alugar um apartamento em Aveiro e outro em Coimbra, onde optou por evangelizar universitários por três anos.
Em Coimbra teve por companheiros Evan Roberts e o Dr. Joaquim Leite Junior. McNair classificou o trabalho ali em Coimbra como não sendo muito próspero, segundo ele: “Havia muita sementeira do Evangelho em redor da cidade de Coimbra, mas pouco fruto. Creio que os obreiros residentes ali agora (1953) tem mais êxito”.
                McNair permanece em Portugal no período de oito anos, onde também evangelizou em Barcelona e Val de Olivas, Espanha.
            Após receber um convite do irmão Miguel Mattar do Maranhão, McNair volta ao Brasil diretamente para aquele Estado. Depois foi ao Rio de Janeiro até fixar residência em Conceição de Carangola em 1913, achando ali na ocasião, um grande número de famílias convertidas.

            Nesta ocasião, McNair viajou largamente por toda a região da Zona da Mata, região limítrofe entre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, tendo por companheiros, alternando em viagens, AlbertHenry Storrie, George Howes, William Anglin, William John Goldsmith.
            No período entre 1918 a 1920, promoveu três escolas bíblicas em Conceição de Carangola, com a participação ativa do instruído Harold St. John. Lecionavam de forma a estimularem os alunos no ensino da Palavra, desenvolvendo seus dons sem que afastassem do seu meio de vida, que era a lavoura. Em seis meses, conseguiam ler todo o Evangelho de João no original grego. As Escolas Bíblicas foram bem sucedidas, os alunos geraram frutos para gerações futuras que permanecem até hoje.

            


          Mais tarde McNair vende sua casa em Carangola para o irmão Albert Henry Storie. Mudou-se para Portões-MG, depois para Divisa-ES, Barreiro-RJ e Divisório-MG, sempre em companhia de sua irmã Carlota, promovendo Escolas Bíblicas e assistência social.
            Em 1933, por não ter mais forças para cavalgar (seu meio de transporte predileto), nem fazer longas viagens, fixa residência em Teresópolis-RJ e funda a Casa Editora.
Dedica-se a publicação de impressos, e então desponta como hinólogo, tipógrafo, jornalista, lexicógrafo, poliglota e comentarista por excelência. Sua erudição muito contribuiu para um rico patrimônio bíblico cultural, a servir de alimento espiritual aos estudantes da Palavra.

Dentre seus muitos trabalhos, saíram a lume: “A Bíblia Explicada”; “Pequeno Dicionário Bíblico”; “A Vida Cristã”; “Cartas Ocasionais”; “Palestras com os Meninos”; “O Guia do Pregador”; “Consultório Espiritual”; “O Cristão em Casa”; “Biblioteca Evangélica”; “Amiguinhos” (jornal infantil).

Um dia antes de sua morte, estando ainda à mesa, logo após o jantar, indagou à Carlota, sua irmã (médica), por que Jesus até o momento, não o tinha levado? Repreendeu-o duramente Carlota.
Na madrugada de 10 de janeiro de 1959, aos 92 anos, dos quais mais da metade dedicados à causa do Mestre, Stuart Edmund McNair dormiu no Senhor.

 Jazigo em Teresópolis-RJ



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 Máquina datilográfica usada em Teresópolis-RJ 


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"Round South America on the King's Business" (Voltas pela América do Sul à serviço do Rei)

Livro lançado em Inglês por Mc Nair, em Londres, 1913 
Relata sobre suas constantes viagens pela América do Sul, como Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Panamá, Honduras e etc.. levando ao conhecimento de seu serviço para os irmãos ingleses


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Texto extraído do álbum de reminiscências de Stuart Edmund Mc Nair
         Alguém pode me perguntar o que tenho aprendido durante quase meio século (1941) de serviço evangélico no Brasil, entre outras coisas tenho aprendido:
  1. Que “Deus dá o crescimento” quando o trabalho tem sua aprovação. Quando desembarquei no Rio de Janeiro em 1896 nunca sonhei que o serviço começado ali no Morro do Livramento havia de estender-se por mil pontos de reunião numa grande variedade de zonas no interior do país.
  1. Que o método de “cada crente um obreiro” é a melhor maneira de espalhar o Evangelho e promover a vida espiritual dos crentes. Quantas vezes tenho visitado um trabalho denominacional quase moribundo porque não podia ir adiante sem a vista de um ministro ordenado. Crentes sinceros ficam privados por anos inteiros da Santa Ceia, por não haver ninguém licenciado para administra-la.
  1. Que o progresso e aumento de um trabalho não precisa depender do dinheiro de alguma “missão”. Das quarenta e mais casas de oração de que tenho conhecimento, somente uma foi construída com dinheiro que pedi do estrangeiro, e essa é a única que nunca tem florescido desde que foi construída até hoje.
  1. Que não é suficiente evitar o nome sectário, mas havemos de fugir dele também. Que nosso amor fraternal deve abraçar todos os crentes na nossa localidade, tanto os com nome partidário como os sem ele.
  1. Que o inimigo há de procurar semear o sectarismo mesmo no meio daqueles que protestam contra ele. Lamento ver em alguns pontos, onde outrora recebiam todo o crente de vida irrepreensível, um novo espírito sectário que quer recusar a comunhão fraternal a aqueles que não concordam com um parecer particular sobre certas doutrinas sem importância fundamental, ou que não tem sido rebatizados depois de crentes. Creio que a propaganda do batismo, que tanto tem dividido a Igreja de Deus, deve ser deixada à compreensão individual, visto que a Escritura nunca liga o batismo com a Igreja.
  1. Que em lugares remotos e pouco populosos, onde não há elemento suficiente para estabelecer centros denominacionais, pode haver uma só igreja de Deus na localidade, reunindo num só ponto todos os membros de Cristo como irmãos na fé, crentes no Senhor Jesus e santos sinceros e irrepreensíveis, sem que apareça entre eles nenhum nome partidário. E em voltando assim ao estilo primitivo e bíblico de ajuntamento, poderão provar que o Espírito Santo de Deus ainda é capaz de suprir o ministério necessário para edificação, “repartindo particularmente a cada um como Ele quer” (I Cor. 12:11)
  1. Que nossos irmãos que continuam e continuarão para sempre no denominacionalismo nos são tão necessários, e podem ser tão queridos, como quaisquer outros; visto que a coisa mais importante com cada crente não é a atitude eclesiástica, mas “a medida de sua fé” – a medida que ele “enxerga o invisível” (Rom 12:3 ; Heb 11:27)


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9 comentários:

  1. De todos as grandes biografias dos Mensageiros de Deus já postados aqui neste Blog, a do Sr. McNair sem dúvida é uma das mais interessantes!

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  2. Tenho muitos livros dele....e sempre os leio....muito bons....um exemplo ...ele e sua irma Carlota..........

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Meu pai contava algumas historia de Macnair e também John Goldsmith. Quando nós cantavamos alguns hino do CC, que eles traduziram para o português. Algumas vezes eles pousaram na fazenda de meus avós. publiquei essa historia no Facebook, um primo meu confirmou essa historia e disse que o pai dele (meu tio) estudo com o Mcnair . Em um instituto em um lugar chamado Portões. Nossos avós era de Conceição do Capim distrito de Aimorés. Nossa família a grande maioria permanece firme nos caminhos do Senhor até hoje, inclusive na família do meu tio que estudou com Mcnair tem vários pastores. Eles moram hoje em Governador Valadares. pelo que sei nossa família está no caminhos do Senhor em torno de 100 anos. meu pai nasceu 1919 e meu tio era mais velho, mas não sei a data de nascimento dele.

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  5. o amado Presbitero João Gomes de Angra dos Reis hoje com quase 100 anos de vida, certa feita feita me disse que ele conheceu o irmão Macnair e falou que ele escrevia hinos.

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  6. "Round South America on the King's Business" (Voltas pela América do Sul à serviço do Rei)...O irmão tem conhecimento de alguém que possua este livro? Como sou chileno, me interessa muito conhecer essa parte em que o irmão Stuart McNair fala da sua passagem pelo Chile. Lá ninguém sabe dessas histórias. Será possível comprar o livro? Obrigado irmão. José Carrasco, SP

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  7. boa tarde segundo meu pai mac nair dormio na casa de meu avo minha familia era de carangola isso produsio muitos frutos

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